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Veado

 Os Veados são os mamíferos de maior porte e dimensão existentes actualmente na Europa Ocidental.

Segundo os Paleontologistas estes animais apareceram com características morfológicas muito diferentes das actuais, ainda não eram providos de hastes ramificadas. A evolução para o aspecto actual só se iniciou à cerca de 10 milhões de anos, momento a partir do qual se começaram a espalhar pelo resto do mundo. Os cientistas explicam o aparecimento das hastes pela necessidade destes mamíferos se defrontarem à cabeçada, facto que primeiro levou ao endurecimento do osso frontal e à formação de protuberâncias (calos) que evoluíram,  ao longo dos séculos, para as formações ramificadas que actualmente conhecemos. 

 

  • Na Europa as subespécies são, para além do padrão original, o gamo e o corço, as quais revelam  características físicas e comportamentais muito semelhantes à do Cervus Elaphus. 
  • E na origem do aparecimento das diferentes subespécies esteve a  capacidade de adaptação do nosso veado. Preferindo as zonas florestadas ou de coberto vegetal denso, onde tem protecção contra o clima e a alimentação variada que necessita como herbívoro ruminante, encontrou no bosque mediterrânico da península ibérica e nas matas florestais da Europa Central o biótipo ideal para a sua fixação e desenvolvimento.

 

Troféus

  • Apesar da sua capacidade de adaptação, esta espécie é também muito sensível às condições fitossanitárias, sofrendo intensamente as consequências de uma alimentação insuficiente ou sem qualidade. Os animais perdem peso com muita facilidade, tornam-se débeis e padecem das maleitas mais vulgares dos animais bravios - parasitismos internos e externos, tuberculose, etc . A recuperação destes desequilíbrios  é por sua vez lenta e deixa, frequentemente,  sequelas irreparáveis. Estes factores do meio reflectem-se na qualidade dos troféus: uma população cervídeos confinada a uma área fechada em que a alimentação seja insuficiente ou deficiente, nunca terá animais com troféus de qualidade.
  • Outra condicionante da qualidade dos troféus, está frequentemente esquecida pela maioria dos gestores de caça, é a consanguinidade. Este factor é frequente nas áreas fechadas onde as populações se reproduzem, anos a fio, através de animais do mesmo sangue. Para superar esta condicionante recomenda-se a introdução de novos indivíduos (machos e ou fêmeas) provenientes de regiões diferentes da origem dos primeiros indivíduos, a cada 5 anos. Por outro lado, dado a mobilidade da espécie, em zonas abertas este factor não actua, sendo de descorar a sua influência na qualidade dos troféus.
 
Reprodução, Peso e Longevidade
  • Este mamífero atinge um peso bruto médio, em vivo, de cerca de 150 kg na Europa Ocidental podendo este valor atingir os 300  kg nos países da Europa Central e de Leste. Aliás, no que se refere às diferentes espécies de caça maior, o factor clima e consequentemente os factores qualidade e disponibilidade de alimento fazem com que a corpulência dos diferentes animais aumente progressivamente à medida que, no espaço Europeu, se caminha para Oriente.
  • Vive em média cerca de 15 anos e atinge a maturidade sexual por volta dos 16/20 meses de idade.
  • As fêmeas parem, normalmente, uma cria por ano, não sendo raras as parições gémeas; contudo, a taxa de sobrevivência dos gémeos e bastante baixa quando comparada com a das crias únicas.

 

Dimorfismo Sexual
  • Revelam ainda uma outra característica, designada por dimorfismo sexual, isto é, há características físicas diferentes nos machos e nas fêmeas: só os machos são portadores de hastes. E esta é uma característica patente em todos os cervídeos (gamos, corços e restantes subespécies de veados).

 

Espécie Cinegética
  • Enquanto espécie de caça, o veado fez e satisfez as emoções de milhares de caçadores, primeiro pela qualidade da sua carne e depois pelo tipo e qualidade do seu troféu.
  • Em Portugal, a caça ao veado tem um valor comercial e emocional elevado. Os processos de caça a esta espécie são, fundamentalmente, a Montaria - aqui o valor comercial dos postos duplica quando se pode atirar aos veados - e a Aproximação, normalmente destinada á caça de troféus na época da brama (cio) - e nesta os valores por unidade animal cobrada são ainda mais elevados. Estes factos levam-nos a considerar cuidadosamente a evolução do troféu (só existente nos machos, repete-se), tal como a observação no campo e no momento de caça já que, de acordo com a posição em que o  animal se encontra,  se torna mais fácil ou difícil a sua apreciação e julgamento (são vulgares os erros de julgamento, quando não se tem muita experiência nesta área).
  • O veado é uma animal que, normalmente, enfraquece rapidamente quando atingido a tiro. Pelas suas dimensões (altura ao garrote, peso e volume) deixa vestígios nítidos de ter sido atingido, pelo que a sua busca e cobro se tornam relativamente fáceis. Quando não ferido de morte, a tendência do animal é, numa primeira fase, de fuga rápida e repentina, mas logo que se sente minimamente seguro abranda o passo e pára, numa tentativa de recuperar as forças; por vezes deita-se em qualquer lugar, normalmente em zonas aberta, e aí morre. Portanto e para além de constituir um dever de qualquer monteiro procurar e cobrar um animal ferido, torna-se imperativo cumprir com este dever no caso específico dos veados e sempre que haja o mínimo indício de ferimento. Exceptuam-se desta regra os casos dos tiros de pata, uma vez que os animais  feridos desta forma conseguem deslocar-se quilómetros sem que as suas forças enfraqueçam.
 

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