O Barbo
É uma espécie autóctone da Península Ibérica, sendo um dos principais peixes em Portugal e um dos mais excitantes para a pesca desportiva. Esta espécie apresenta variações no nosso país, dando origem às designações de Barbo do Norte, com o nome científico Barbus Bocagei, a norte do Rio Tejo, o Barbo Steindachneri que habita em grandes populações nas bacias hidrográficas do Tejo e Guadiana, e ainda, mas em reduzido número, os de nome Barbo de Cabeça Pequena (Microcephalus) e Barbo do Sul (Sclateri) nas restantes regiões situadas no sul de Portugal.
Características e habitat
É um peixe muito combativo na sua defesa e com grande aptidão para percorrer as maiores profundidades dos rios e lagos. Apresenta tipicamente um corpo alongado tipo cilíndrico e musculado, com o ventre mais largo, tem o focinho pontiagudo e a boca com lábios grossos onde possui os tão característicos dois pares de barbilhos bem desenvolvidos que servem de órgãos de gosto e tacto. O último raio simples da barbatana dorsal é ossificado e denticulado, o qual é utilizado para tentar libertar-se do fio de pesca que o prende. Tem um dorso de cor acastanhada e olivácea e com os flancos e ventre mais claros.
É essencialmente um peixe de fundo e de águas bem oxigenadas, vivendo em grupos nos sectores médios dos rios e ribeiras de correntes moderadas e de águas não demasiado frias, e também em algumas albufeiras. Utiliza preferencialmente as pedras e vegetação junto às margens para se refugiar.
Esta espécie tem uma medida que varia entre os 20 e os 80 cms., podendo ir até aos 10 kgs. de peso. Mas o Comizo, também muito vulgar no Guadiana, pode atingir pesos e tamanhos superiores.
Alimentação e reprodução
O Barbo define-se como uma espécie omnívora e também detritívora, alimentando-se de restos de plantas, moluscos, crustáceos, insectos e os detritos que se vão depositando nos fundos. Pequenos peixes também podem entrar na sua alimentação